segunda-feira, 20 de junho de 2011

Flamengo-Luxemburgo-Ronaldinho. Agora vai ?

            O MdC avisou. A ESPN avisou. Eu, como milanista, avisei e, logo depois da conquista do Scudetto, eu agradeci. Aparentemente as coisas estão seguindo o caminho natural. Infelizmente, por assim dizer. A mistura de Ronaldinho Gaúcho e Vanderlei "pofexô" Luxemburgo parece estar dando amostras de que venceu o prazo de validade, conhecido como Campeonato Estadual. E agora você, mais de 35 milhões de torcedores apaixonados pelo Flamengo, tem que se contentar com um empate sem vergonha com o Botafogo e uma invencibilidade, novamente, que não significa nada.


          Tudo bem que o BR-11 está apenas na 5ª rodada e que pode-se utilizar o calendário como desculpa para o baixo rendimento de Ronaldinho Gaúcho. Afinal, na Europa desde muito cedo, nessa época ele está acostumado com fim de temporada e férias. É realmente um argumento compreensível. Mas não vale tanto para Vanderlei Luxemburgo, é lógico. O meia, já com seus 30 anos, nem de longe lembra o espetacular jogador das temporadas 2004/2005 e 2005/2006 há tempos e, agora, está ficando cada vez mais longe do jogador do Milan nas temporadas 2008/2009, 2009/2010 e começo da 2010/2011. E isso sim é preocupante.

         Sua passagem pelo Milan já deixou bem claro que ele viveria de lances e dribles momentâneos, que seria um coadjuvante de luxo nos próximos ano de sua carreira na Europa. Então, acertadamente, Max Allegri deixou o caminho de volta do Gaúcho para o Brasil livre, e Assis, irmão, empresário e leiloeiro do jogador, achou um lugar e uma camisa cativa para ele no clube de maior torcida do país, o CR Flamengo. Faixa de capitão no braço e camisa 10 histórica nas costas, ele levantou o Campeonato Carioca sem fazer muito esforço. Mas parou por lá. Desde então, nem mesmo o mais fanático dos torcedores rubro-negro está satisfeito com o desempenho de Ronaldinho Gaúcho. A torcida quer mais, todavia, eu duvido que ele possa dar muito mais do que já apresentou até o momento. E, pra melhorar, a vida boêmia está logo ali chamando.


       Quanto ao Pôfexô Luxemburgo, ele está em decadência desde o mesmo ano de 2006. Seu trabalho no Real Madrid foi satisfatório, mas não tem o devido reconhecimento. Todavia, desde que voltou da Espanha, Vanderlei se rebaixou de "Rei do Brasileirão" para "Rei dos Estaduais", levando Palmeiras, Santos, Atlético-MG, e agora Flamengo ao título de seus respectivos estados. Mas, nesse ínterim, também entregou a Dorival Júnior, no ano passado, um Atlético-MG praticamente rebaixado. Os times de Luxa têm se mostrando grandes candidatos a Bidone d'oro, umas águas de salsicha sem graça, e suas alterações táticas não têm surtido o mesmo efeito de antes. Para mim, ele parou no tempo, não se atualizou e, como disse o outro, a bola pune.

        É lógico que eles podem vencer o Brasileiro, e, honestamente, até torço para que o façam. Poder testemunhar grandes voltas por cimas, grandes viradas de mesa é sempre espetacular. Mas, honestamente, eles estão demorando muito para dar sinais de melhoria. Se o fizerem, a nação rubro-negra agradeceria da melhor maneiro possível: os tornando ídolos de novo, heróis de um povo.

sábado, 11 de junho de 2011

Canelacast - Convocações para Copa América

           
            Em mais um Canelacast, a equipe do MdC comenta e analisa detalhadamente as convocações de quase todas as seleções nacionais para a Copa América 2011, a ser disputada na Argentina, do dia 01 ao dia 24  de Julho.
            Ainda soubrou espaço para o (bom) humor e as tiradas sarcásticas de sempre, pois levar o Futebol a sério não é com a gente.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Enquanto isso, fedor na Justiça Desportiva...


            Quem me conhece sabe que tenho nojo de Justiça Desportiva, de qualquer modalidade do esporte. Na minha opinião, é só mais um cabide de emprego para alguns poucos Advogados que fazem desta área de atuação seu latifúndio. Na verdade, qualquer Tribunal desportivo tem uma mijadinha no canto das salas. Sabe como é, eles também marcam território. Mas além de críticas duras, elas são muito bem fundamentadas, pra falar a verdade. E digo isso com muita convicção pois convivo com as pessoas que trabalham muito bem nos Tribunais desportivos em primeira instância, e vêem todo seu trabalho jogado no lixo quando chegam ao tão aclamado, reclamado e muito amaldiçoado STJD.

Lei Pelé. É terno.
           Antes de penetrar mais fundo (ui!) no assunto, vamos a lição de Direito Desportivo para Dummies em versão pocket size. De acordo com a Lei 9615/98, toda e qualquer modalidade desportiva que possua organização em Federações e ligas deve possuir tribunais para julgar lides que envolvam as competições e disciplina. As Federações estaduais, terão Comissão Disciplinares (1ª instância) e Tribunal de Justiça Desportivo, o querido TJD, uma 2ª instância recursal. Eles serão competentes para julgar casos ocorridos em campeonatos estaduais organizados pela Federação a qual estão ligados. Assim, por exemplo, a FFERJ mantém suas cortes, como a FPF e etc.

         As Federações ou Confederações nacionais, por sua vez, mantém as Comissões Disciplinares e, como instância Recursal, os Superiores Tribunais de Justiça Desportiva, os famosos STJD's. Em certos casos, eles também funcionam como 3ª instâncias recursais de lide iniciadas em âmbito estaduais. Repito que essa é uma lição pocket size, e que TODAS as modalidades esportivas possuem essa estrutura em suas Justiças Desportivas. Os membros, julgadores e Procuradoria são escolhidos por indicação e os outros funcionários são registrados pela Federação a qual o Tribunal está ligado. E, ainda, todo recurso dos tribunais são provenientes da Federação, ou Confederação, que os mantém. Além disso, todos os processos e sessões são públicos, podendo qualquer um acompanhar uam sessão na pauta e ter acesso aos autos do processo somente requerendo na Secretaria dos Tribunais.

       Bom, agora vamos as críticas. Não há, para mim, erro quando o ótimo Juca Kfouri chama o STJD do Futebol de "Tribunal da CBF", porque, afinal, e a dona CBF que mantém aquela bodega. Todas as penalidades de multa (de R$ 100 a R$ 100.000,00 pelo CBJD atual) são depositadas na conta da dona CBF, da dona CBA e das outras Confederações e Federações respectivas das modalidades. Essa história de que o Tribunal e independente e isento de interferências das Federações e Confederações é história para boi dormir, pois, em qualquer lugar do mundo, manda quem paga a conta. E, como são todos os julgadores indicados por seus conhecidos e amigos já atuantes na JD, são sempre os mesmos em muitos tribunais, e com cara de amiguinhos de quem sustenta seus brinquedos.

Bandidos de terno, tesouro.
      Os motivos destes ataques são muitos. Todos sabem muito bem da bagunça que é quando a JD interfere nos campeonatos, com suas decisões esdrúxulas, efeitos suspensivos e, principalmente, decisões norteadas pela influência política e financeira de quem está sendo julgado. É comum vermos suspensões, no Futebol, de 30 partidas se tornarem em suspensão de duas, já cumpridas na automática uma e a outra por segurança o cara ficou fora de um jogo e uma pena de multa. Isso acontece sempre, e sempre em reta final de campeonato, normalmente o Campeonato Brasileiro. As coisas fedem por lá, e o Direito é utilizado só como fachada para certo interesses que não fazem questão de se esconder.

     Agora, a razão principal deste texto é o caso CBA-Tarso Marques. Preliminarmente, a Lei 10671/2003 garante publicidade a TODAS as decisões da Justiça Desportiva. Pois bem, o inoxidável Flávio Gomes, e sua Grande Prêmio, investigaram a fundo uma história de que um piloto, em 2009, teria sido flagrado no exame antidoping e trocado sua punição por um afastamento da categoria e o silêncio da corte julgadora em relação ao seu nome. Agora, o caso foi um pouco mais esclarecido graças a esse ótimo trabalho. O piloto em questão era Tarso Marques, que alegou  falta de dinheiro para se afastar da categoria Stock Car mas, na verdade, ele o fez por conta de um acordo com a CBA para que seu caso, e o resultado adverso no exame antidopagem, não viesse a tona. A pena base de dois anos foi aplicada a ele, e, pelo acordo, nada disso foi pra mídia e ninguém negava ou confirmava nada, além da desculpa esfarrapada da falta de verba. Ele, e sua equipe, retornaram em 2010 apenas.

Tarso Marques: tinha que levar era bala.
     Pois bem. Nesta terça feira, o STJD da CBA reduziu inexplicavelmente a pena de Tarso pela metade, sem registro de qualquer recurso com este pedido, nem do piloto nem da Procuradoria, não deu acesso e muito menos publicou sua decisão fundamentada, como manda a Lei 10671/2003, o Estatuto do Torcedor. E, para melhorar, o STJD não permitiu ninguém tivesse acesso aos autos do processo de Tarso Marques, ao arrepio da Lei. Engraçado, não ? Para melhorar, além de reduzirem a pena a seu bel prazer (utilizando critérios que fogem aos da WADA), ainda fizeram os cálculos errados e o piloto volta a correr ANTES mesmo de completar o um ano após sua última largada oficial. Mas ainda faltam coisas a investigar, e o intrépido Flávio Gomes e sua equipe continuam a questionar.

     E assim segue a JD, jogando em favor dos poderosos e fazendo o que eles querem, utilizando como fachada o Direito e os princípios do Contraditório, ampla defesa e devido processo legal. Mas o julgamento final, no STJD, a gente sabe direitinho quem vai ser favorecido, tanto no Futebol, quanto no Automobilismo, esse clubinho de ricos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Canelacast - FIFA e corrupção


          A equipe do MdC explica para você leitor canelista as acusações de corrupção, suborno, compra e venda de votos e, pasmem, a compra de uma Copa do Mundo, que abalaram a já não existente credibilidade da entidade máxima do futebol mundial (FIFA), seus membros e, principalmente, seu Presidente Sepp Blatter, reeleito hoje para seu 4º mandato consecutivo.
         E, é lógico, sobrou críticas também para Ricardo Teixeira, Nicolas Leoz, Jack Warner e outras figuras simpáticas e ilibadíssimas que comandam o destino do esporte mais popular do mundo.