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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Milan encara os Gunners nas oitavas da UCL.

            O sorteio das partidas que acontecerão na fase oitavas de final da UCL 2011/21012 aconteceu em um data para lá de especial. No dia 16/12 deste ano, o AC Milan completou exatos 112 anos de uma história recheada de títulos e desgraças. Um clube que contou com uma equipe histórica, que será lembrada, ao lado da Holanda de 1974 e do Brasil de 1970, como um dos melhores times de futebol da modernidade. O Milan de Arrigo Sacchi, do trio holandês Rijkaard-Gullit-Basten, que tinha Paolo Maldini, Carlo Ancelotti, Mauro Tassoti, Roberto Donadoni, Daniele Massaro e, principalmente, Franco Baresi como espinha dorsal de um 4-4-2 revolucionário, bicampeão da Copa dos Campeões, feito ainda não igualado até o presente momento. 

          Pos bem, após o momento nostalgia. a realidade. Novamente o Milan terá um clube inglês no primeiro confronto eliminatório da Champions League. Assim como aconteceu em 2007/2008, temporada em que o título era defendido, o rossonero enfrentará os gunners, de Wenger e do Alcysio. Daqueles jogos fatídicos (empate sem gols no Emirates Stadium e uma derrota por 0 X 2 em pleno San Siro), os autores dos gols do time londrino não envergam mais a camisa do canhãozinho de Londres (Adebayor, agora no Tottenham, e Fabregas, o capitão que largou o barco para não afundar sua carreira).

        Vale lembrar que na temporada 2008/2009, a última do capitão Maldini e de Kaká, o Milan não jogou UCL. Em 2009/2010, quando o jogador mais talentoso no plantel era Ronaldinho Gaúcho e o técnico era il traditore Leonardo, a eliminação foi decretada pelo Manchester Utd. Na temporada passada, foi a vez do Tottenham Hotspurs despachar il diavolo, também nas oitavas de final. Os enfretamentos com ingleses não trazem boas lembranças aos torcedores do lado vermelho de Milão. Mas a lição deve ser aprendida, e posta em prática neste temporada.

        Com todo respeito ao meu sócio @alcysio, o Arsenal é um ótimo adversário para um ressurgimento no cenário europeu. De acordo com as minhas análises nada parciais, o time de Londres depende de Robin Van Persie que, ao lado do Pato e do Robben, formam o ataque titular do time da enfermaria. Ainda, no gol, o impronunciável arqueiro Szczesny é dos melhores em atividade na EPL, ao lado de Joe Hart, do Man. City. Todavia, se o arqueiro gunner-polonês não puder jogar, seu reserva, Manuel Almunia consegue ser pior do que um saco de batata palha murcha, e mole.

       Pelo lado do Milan, as coisas estão um pouco melhores do que na temporada passada. Mas bem pouco. Atual detentor do Scudetto, e com a base vitoriosa mantida, os acréscimos de Nocerino e...e... Nocerino?! ao elenco foi muito bem vindo. A lateral esquerda ainda preocupa, pois o nigeriano Taiwo tem a mesma eficiência defensiva que o André Santos (uma arma secreta do Milan, mas que não retornará aos campos até março) e o revezamento Luca Antonini e Corpse Zambrotta não é animador. Principalmente com a possibilidade de Theo Walcott transformar aquele pedaço do campo em seu feudo.

       A zaga ainda conta com Thiago Silva e, provavelmente, Nesta. A alternativa Tevez para o ataque, se vier, não poderá atuar na CL, ao contrário de Mexi "la barbie" Lopez, também cogitado como contratação da janela de inverno. O grande problema é que as principais estrelas do time atravessam uma fase de doer. Ibrahimovic é o maior FAIL na história da Champions League, e isso é fato. Robinho não tem repetido suas boas atuações e Alexandre Pato precisar impor limites em Barbara Bersluconi, pois suas performances em campo demonstram um cansaço que só a loirinha filha de Silvio "il cavaliere" Berlusconi pode explicar.

        Como todo bom torcedor, acredito em passagem as quartas de final, com bastante sofrimento. Como crítico do futebol inglês, torço também por isso. O momento é bom, e o adversário, apesar de uma fase boa, tem defeitos que podem ser explorados ao máximo, e Massimiliano Allegri sabe disso.

         Enquanto isso, na sala da injustiça. A Internazionale foi presenteada com um adversário que pouco diz sobre a que veio nessa Champions League. Os nerazzurri enfrentarão o fortíssimo (NOT!) Olympique de Marseille. O Napoli terá o Chelsea, de André Villas Boas, pela frente. A pergunta permanece no ar: Por que a Inter é tão sortuda?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Três a dois para a Itália.

             O MINISTÉRIO DO POLITICAMENTE CORRETO ADVERTE
          Esse texto tem níveis elevadíssimos de revanchismo, sarcasmo e ironia, direcionados principalmente  para aqueles que não gostam do Calcio. Portanto, sintam-se livres para lutar pelo título da Europa League, ingleses.

         A temporada 2010/2011 foi a última na qual a Serie A teve direito a quatro vagas para a Champions League. A notável queda de rendimento dos times italianos nas competições continentais (a Inter 09/10 tinha Mourinho e Eto'o, por isso, não conta), principalmente no que se trata de Europa League, tratada como estorvo pelos times da península derrubou o coeficiente italiano, que foi ultrapassado pela Bundesliga, que agora pode enviar quatro representantes para a UCL da próxima temporada.

         Os escolhidos italianos nessa derradeira temporada foram o campeão Milan (nunca é demais frisar), o Napoli, ou CavaNapoli, a Internazionale (mesmo com Benitez atrapalhando bastante) e a Udinese, que teve a pré-fase de grupos pela frente e não conseguiu passar pelo Arsenal. Dessa forma, a Inglaterra teve seus quatro representantes confirmados na fase de grupos e a Itália, apenas três. As teorias da decadência do Calcio ficavam mais fortes e eu, honestamente, dou razão a algumas delas.

          Os jogos da Serie A são arrastados, os times pouco ousados, o material humano não é lá grandes coisas e os estádios estão cada vez mais vazios. Escândalos de combinação de resultados por máfias de apostas envolvendo dirigentes, jogadores, árbitros. Um Scudetto 2005/2006 manchado que é disputado por Juventus (digna e real vencedora) e Internazionale (novamente privilegiada e protegida pelos detentores do poder). A Itália, e seu futebol, são uma bagunça sem fim e mesmo o retorno de Silvio Berlusconi a cadeira da Presidência do Milan, mostra o quão controvertido é o cenário futebolístico na península.
Sim, Hamsik, todos curtem seu bigode.
            Mas a UCL 2011/2012 chegou para mostrar que, quando necessário, os times italianos mostram que podem ser competitivos, no mesmo nível que ingleses e alemães. A começar pelo surpreendente Napoli. A equipe de Walter Mazzarri entrou no aclamado "Grupo da Morte", ao lado de Bayern, Manchester City e Villarreal. É lógico que a equipe napolitana foi logo rotulada como terceira força do grupo. Mas a torcida no Estádio San Paolo empurrou Cavani, Hamsik, Lavezzi e cia o suficiente para que i partenopei pudessem garantir a vaga para as oitavas de final da UCL na última partida, com uma vitória sobre a baba espanhola do Villarreal. Enquanto isso, em Manchester, os citizens, mesmo vencendo o Bayern, diziam "Hello, UEL.".

            A Internazionale proporcionou alegrias a todas as pessoas de Milão. Logo na primeira rodada, perderam no San Siro (que eles gostam de chamar pelo nome do estádio mesmo) para o ilustríssimo Trabzonspor, da Turquia, ainda sob o comando de Gasperini. Após 3 vitórias seguidas, já com Claudio Ranieri no banco de reservas, i nerazzurri empataram com os turcos, gerando mais uns momentos de felicidade em Milanello. O time de Appiano Gentile se classificou em primeirono seu grupo, mas ainda perdeu outro jogo, na última rodada, para o CSKA, por um placar que garantiu a classificação dos russos.
Malefícios de ter Robinho no time.
               No que diz respeito ao Milan, como esperado, se classificou em segundo lugar, com uma rodada de antecedência, atrás apenas do atual campeão e favorito até em jogo de purrinha, Barcelona. É lógico que i rossoneri também deram seus vexames, empatando com times do calibre do BATE Borisov e Plzen. Mas a única derrota foi a mais previsível de todas.

               Não se pode afirmar que é o renascimento do Calcio, ou que a Itália já está melhor do que a Inglaterra, é lógico. Todavia, é um marco a se comentar. Com as eliminações dos times de Manchester, restou para os ingleses torcerem por Arsenal e Chelsea. Ambos já chegaram à finais de UCL, mas nunca ganharam esse título. Enquanto isso, Milan e Internazionale somam 10 títulos, e sempre são vistos como forças. Quanto ao Napoli, Mazzarri concentra suas melhores peças na competição internacional, em detrimento da Serie A. O resultado pode ser interessante. Mas os dois representantes espanhóis são favoritíssimos ao título.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I Cinque Grandi e due piccoli - O Napoli de Edinson Cavani

            O San Paolo cheio, a camisa napolitana no auge, torcida ensandecida, em coro, gritando por seu atacante sulamericano, principal estrela desse time. Partidas da Champions League sendo vencidas, um presidente confiante e um técnico inteligentes o suficiente para armar o time de maneira a tirar o máximo de suas estrelas. Parece uma descrição do Napoli dos anos 80/90, com Diego Maradona e o brasileiro Careca, que conquistaram "i Scudetti" das temporadas 1986/1987 e 1989/1990. Mas, na verdade, estamos falando da Societá Sportiva Calcio Napoli atual, que com Edinson Cavani, Lavezzi e Marek Hamsik, sob a batuta de Walter Mazzarri, conquistou uma vaga direta para a UCL 2011/2012, por consequência do terceiro lugar na Serie A da temporada passada.
              O presidente Aurelio De Laurentiis, que reconstruiu o time de Nápoles em 2004, após ester ter sido decretado falido, se mexeu bem na janela de transferências (Novamente indicamos a série Canelacast - Janela de Transferências para maiores informações), tranzendo para o já bom plantel de Mazzarri, principalmente, Gokhan Inler, Santana e Goran Pandev, além de garantir a permanência, em definitivo, de Cavani.
           Os comandados de Walter Mazzarri constumam ir a campo dessa maneira, arrumados em um 3-4-2-1 muito eficiente:


             As saídas pelos lados do campo, utilizando principalmente o bom ala direito Maggio, aliadas a velocidade e precisão de passe de Hamsik são armas mortais e marca registrada deste Napoli. Todavia, a defesa, que conta com Paolo Cannavaro não é das mais confiantes, mesmo tendo 3 defensores fixos, e Gargano, que volta para fazer a proteção. O arqueiro De Sanctis não é lá essas coisas, mas vem mantendo um nível aceitável em suas atuações recentes.
             Todavia, a diferença desta equipe veste a camisa 7. El Matador Cavani está em uma fase espetacular, e não apenas faz gols, como também ajuda bastante na criação das jogadas. A partida contra o Milan, em que a vitória deu mais credenciais ainda a este Napoli na luta pelo Scudetto, deixou bem claro. A tripletta Cavaniana ainda está atravessada na garganta rossonera.

              Logicamente que tropeços existiram e existirão, como, por exemplo, a derrota para o minúsculo Chievo Verona, com gol de Davide Moscardelli, atacante belga pior do que o Amauri e o Toni juntos, vestindo uma camisa amarela. Só que a demonstração de força napolitana vem a cavalo, como aconteceu na vitória diante do Villarreal, válida pela fase de grupos da UCL.

           Pode preocupar exatamente o retorno a UCL depois de tanto tempo. Mesmo com reforços em todas as posições, o Napoli pode não ter maturidade o suficiente para se manter bem em 3 competições simultâneas ( inclua a Coppa Italia nessa lista). Deste modo, a manutenção do terceiro lugar na Serie A deve ser o destino dos Partenopei, a frente da Internazionale. Se as coisa correrem bem, o Napoli disputa com a Juventus o vice-campeonato ponto a ponto.