segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Kevin "KING" Boateng, o Rei "macetado" de Milanello

            Em dias assim dá orgulho de ser milanista. O Allegri até tentou estragar, o time de Di Francesco aproveitou a chance dada pelo técnico rossonero e abriu uma senhora vantagem de 3 gols. Porém, existe em Milanello um jogador, e só pode existir um, que mudou completamente a história da partida e, sozinho, empatou o jogo com menos de 20 minutos em campo. São atletas desse nível que honram a história do clube.


            É lógico que não se pode culpar apenas o técnico. Na verdade, ele fez o que qualquer um faria na escalação inicial. O zagueiro titular, indiscutível, T. Silva ainda estava sentindo a pancada que recebeu na partida contra o Palermo e foi substiuído por Mario Yépes, que foi figurante no filme "Apocalypto", de Mel Gibson. Na lateral esquerda, Taiwo, contratado para ser titular, ainda não rendeu, defensivamente,  o que dele se esperava e foi subtituído por Luca Antonini. O trio da Volantibilidade contou com o retorno de Massimo Ambrosini, após tempo parado por conta de lesão. Na frente, Robinho na posição de trequartista, Cassano e Ibrahimovic, repetindo os jogadores que fizeram uma ótima partida contra o BATE, pela UCL.


           Fora "Apocalypto" Yépes, as alterações foram ineficazes. Ambrosini, com todo respeito ao atual "capitano", estava completamente perdido em campo. Antonini é menos confiável do que Zambrotta com câimbras e Robinho, dessa vez, nem fazia a função de ligar o meio ao ataque e muito menos fechava os espaços. Assim, o Lecce, com seu uniforme do sindicato das lanchonetes Fast Food no calcanhar da Bota, agradeceu. Aos 4 minutos, em cobrança de falta, falha na marcação do Milan e Giacomazzi mexeu no placar. 

           O segundo gol do Lecce nasceu de cobrança de um pênalti inexistente. Certo que Abbiati falhou e largou a bola, mas o jogador de uniforme de fast food caiu antes mesmo de ser tocado. O árbitro Peruzzo assinalou “Il rigore” e Oddo, lateral direito que jogou no Milan até temporada passada, bate bem e marcou. Foi questão de tempo até o terceiro gol sair, em falha conjunta de Van Bommel, Ambrosini e Antonini, que deixou a bola nos pés de Grossmuller, em posição regular, marcar. Completamente perdido em campo, o Milan era inofensivo e cada vez mais presa fácil para um time que dominava, e impunha seu ritmo, em seu estádio. Dava vergonha olhar para o placar, e mais ainda pensar em escrever sobre a partida.

         Após o intervalo, Allegri corrigiu seus erros e substituiu Ambrosini e Robinho por Aquilani e Prince Boateng. Este foi o ponto de virada. Não sei a idade dos caneleiros que estão lendo, mas havia um jogo para PC chamado "Elifoot". Nele, também havia um Crack em que o jogador poderia alterar a capacidade técnica de algum atleta de sua equipe. Pois bem, Boateng entrou "crackeado, macetado, bugado", o que seja e em menos de 20 minutos, com duas pancadas de fora da área e um gol de oportunismo, saiu do banco e marcou uma Tripletta. Coisa de deixar SuperPippo Inzaghi extasiado. Imagina o torcedor.


       O Milan tomou a partida nas mãos, tirando a bola dos pés do time anfitrião no Estádio Via del Mare. Para delírio deste torcedor, coube a Cassano levantar a bola na medida para que Yépes, de cabeça, marcasse o gol da virada. 

       Com uma atuação destas, é fato que o Milan confirma o status de time a ser batido na luta pelo Scudetto. Pouco importa a retomada da Internazionale, a queda de rendimento da Juventus ou o fôlego da Udinese. E, com essa atuação memorável, todas as camisas de Prince Boateng a venda em Milanello foram recolhidas, e agora terão estampadas o verdadeiro título de Kevin "KING" Boateng.

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